quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PAÇO(PAÇO!) - wikcionário wikcionario verbete

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( ab ovo e - "abre ovo!" )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo, 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço(paço!),
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação(corporação!)
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz))
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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terça-feira, 16 de julho de 2013

GARRINCHA(GARRINCHA!) - dicionário dicionario

O homem é o diálogo
entre vivos e mortos
pelos signos dos livros
e outros ritos antigos,
redondos no anel,
esféricos na bola,
esferóides nas equações
que são esferóides.
Vá que sejam amuletos contigo,
sortilégios comigo!?
( O diálogo vivo
é uma anel de serpente viva,
no amplexo consigo mesmo ,
amplexo de vida e morte
na peçonha e no remédio
da farmacopéia,
no encontro de engenharia química :
assim é a vida em movimento circular,
circunferência na inerência
que se entorta na esfera
graças à força da gravidade
que toca as cordas do violoncelo
com um violoncelista
de pernas tortas,
gravetos do sertão tão-tão-João-joão!

 Ser humano com distrofia física,
 no jargão médico
era Garrincha;
homem de coluna e alma reta
na meta que mirava
ou minava Garrincha
o ser em pasto  posto  em pássaro do semi-árido :
alma-de-bola,
alma-da-bola,
alma gabola,
ou bola n'alma
sem gato ou sapato :
chuteiras rotas nas rotas das derrotas
e da Vitória Alada de Samotrácia
nas escadarias do Museu do Louvre,
Pinacoteca em Paris, parida, parricida...(parricida!)

( Garrincha não era bem um homem,
na acepção do termo para adulto,
mas um quase quasar de anjo púbere
manejando o banjo pela bola;:
manejando o banjo de Manoel
em Manuelinas Ordenações emancipadas
dos reis de Copas, seus pajens e escudeiros reais,
em Suas Majestades para reger as Vanidades,
deusas de Paus, rainhas e tigresas de papel papal!)

Ao se  ler Nietzsche
não se lê o homem,
nem se estabelece na beleza
com um diálogo com o homem,
porém com a presença do ser
no tempo da leitura
do filólogo-filósofo
no seu tempo de ser
concebido, entrevisto, grafado,
e, no entanto, semi-cognoscível.

( A garrincha arranha  a aranha do canto;
Garrincha garrancha a garatuja do drible
um garrancho sem arranjo da garabulha,
garabulho, garavunha,
no arrasto geométrico euclidiano.
A ginga, o gingado, o samba,
a capoeira ao pé da chuteira
que esquece  o passe
privilegia o  drible
leva a bola ao êxtase
- sem uso de droga).

Não se lê o homem,
que é um complexo,
torcido pela gravidade,
mas o ser imerso
que emerge do homem
que não é simples
no anacoreta individuado,
porém complexo entidade,
no emaranhado coletivo,
em jângal inexplorado,
o qual  está sempre em presença,
sem encarnação ou reencarnação,
no tempo que queima
o ser que reina
na república democrática
ou na monarquia absoluta
( formas de governo, dietas, regimes,
sob os quais nos subjugam
pela vigência da violência das leis dos reis
e congressos, parlamentos :
Ordenações Afonsinas ( que sina!),
Manuelinas, Filipinas,
são  tudo uma gestão de palavras
encadeadas em concepções prisioneiras
do silogismo ou lógica loquaz
do político que melhor mente
ao povo parvo )
que, inobstante, luta sem luvas,
na contradição do bumerangue,
contra o obsoleto
no gueto
e na cúpula
que copula
a favor do favo na cornucópia
vegetal
que tudo nutre
no úbere
de onde corre livre
rio em riso de leite e mel
no anel do sangue
em mar rubiáceo,
pérolas negras
na dor do nadador
e da ostra
nada ostrogoda.
Rúbia peregrina,
peregrina nas águas
do mar vermelho tinto
- das rubiáceas!

( A garrincha derramava o canoro
no foro íntimo do vento;
o Garrincha desmantelava
o João-de-Barro).

Enquanto vir,
assomar,
seu ser à janela
( ela aparece à janela do ser
aberto abeto em lugar do luar,
"Abies alba!"),
sua imagem no mar...
- sei que estará viva,
pois o tempo é uma fogueira
e o ser da bruxa
queimada pela inquisição natural,
a qual se reúne em tribunal
de nato ofício
para bater o martelo das bruxas
e queimar o mar de Omã,
rasgar o mar de Cortez,
arrefecer de vez,
até a morte por "hipotermia",
a corrente oceânica de Humboldt.

( A garrincha cisca;
o Garrincha ciscava,
criava um cisma,
cismava
junto ao corpo cálido
da amante cantante
que derramava o cântaro
- do canto mavioso
no samba de voz roufenha,
sob coqueiro , lua
e rio em cachoeira em cantata
- tocada pela fuga em ré maior
que Buxtehude retirou do limbo
 e Bach requintou).

A Inquisição espanhola de Torquemada,
Tomás Torquemada!,
no inato ofício
que ofende a fenda à frincha,
que incha, guincha,
garrincha, Garrincha...
- um diálogo rotundo
rodando na dialética esferóide
que quiçá só no solo da bola
que marola
sabe à obediência marinha
devida a um rei da bola...
Ora, bolas!
- um soberano em fuga para a equação esférica!,
universo em um diálogo matemático
com a  gravidade
de um violoncelo a vibrar cordas,
senos, co-senos,
se não a tocar-se
nos dedos do violoncelista em transe.
Transeunte.
Transeunte o ser em diálogo com a esfera :
Garrincha das sete pernas!,
figura arcangélica se gelo em degelo fosse fosco
com sete asas fragorosas,
querubim, serafim...
Será o fim da cambaxirra em "cambagem"?!
Seria o fim da garrinchinha,
ainda extante?
Corruíra?
Curruíra?
- o pássaro canoro empós o homem
e o artista do drible
que fez cantar o poeta
em baladas e gestas gentis,
indo do Indo lírico ao épico homérico?!

Ora,ora,ora! : garrincha canta no campo;
Garrincha no campo dançava
ou tirava para dançar!...
Ah! "Tirava!", João! (Guimarães Rosa!)!

Garrincha fez o diálogo com a bola,
foi o gênio, o poeta da bola,
o engenho lúdico;
Pelé foi o gênio lúcido do futebol,
uma espécie de sardônico "Luciano",
muscular, obviamente,
a rir na sátira Menipéia,
junto a  Varrão,
da estupidez humana
em seu campo de atuação,
literalmente!;
Pelé foi o sábio, o doutor em futebol,
o primeiro atleta daquele esporte,
o primeiro atleta fora do atletismo olímpico.

Pelé hoje é um macróbio
na acepção de idade avançada,
mas não para designar o autor romano
cujas obras os monges amanuenses,
nos mosteiros,
trouxeram aos nossos tempos
graças ao seu labor de copistas,
para a humanidade
- gasta e desgastada
por governos de homens (indivíduos)
já inúteis há séculos
ou milênios chineses, indianos, egípcios...
mas no poder eterno!... Arre!
- suas bestas poderosas!
( Ínsitas até no Apocalipse!
- Suas quatro bestas montadas
e a besta de muitos chifres!).

O diálogo longo com a bola do menino
( a bola sempre é e será do menino!)
ultrapassa o passe,
a terra, a atmosfera,
a fera que suja por dentro
o homem e a mulher com excremento,
e o universo inteiro,
pois o maior vencedor
é o grande amador
que venceu o Minotauro
no interior de seu labirinto
- por um fio!
Um fio da mulher amada,
e que ama muito,
- Ariadne (" Fio de Ariadne"!,
mas não me fio em Ariadne, a mulher
a  caminho no mar da ilha de Naxos,
com velas pretas no navio,
a qual estendeu esse amor
na forma de fio (novelo de linha)
para guiar o bem-amado
para fora do labirinto
e matar à luz
a temível fera.
Contudo, Teseu não amava Ariadne
e a deixou a Dionísio, o deus Baco de Roma,
na malfadada ilha de Naxos.
( Naxos não é nexos,
mas foi lá que Baco
manteve relações sexuais com Ariadne,
após Teseu a abandonar na ilha
até a pé ela receber em vida a coroa
cravejada de pedras peciosas
e em morte a Corona Borealis).).

O vencedor é aquele
que venceu a si mesmo
no Minotauro que era
num labirinto perdido
sem espelho para Narciso,
até que a amada o despertou
de um sono e sonho profundos e improfícuos
ao  assinalar-lhe com uma luz
no fim do túnel
- de onde surge uma criança
mais bela que o universo
- porque a criança é o amor de Deus
dado como presente
pelo amor dos dois :
quando criados macho e fêmea!

Marcha o macho
para a fêmea;
marcha a fêmea
para o macho.
Marcham.
Se marcham!
E como marcham!
Ávidos.

Para a bola marchava Garrincha,
mas a bola não marcha,
tampouco sai atrás de uma marchinha de carnaval
composta(compota?) por Lamartine Babo,
mas pode ser marchetada por Pelé
no  âmbito do pé
- de moleque.
Pé de moleque é doce :
pé-de-moleque(no léxico);
um pé de moleque no chão
é rasto de Saci-Pererê, rasto histórico, imaginário,
que talvez tenha virado ( antípodas!) "arrastão".Não?
Todavia, se for dois pés de moleque
já se pode dizer
que é o rastro de um filho do Brasil,
que são inúmeros,
inclusive eu,
que não deixo rastro de meus pés
nem deixei quando era moleque,
porque, quiçá, seja nefelibata inveterado
- e de bata.

 Ficheiro:BachusAriane.jpg
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terça-feira, 14 de maio de 2013

LEVIATÃ(LEVIATÃ!) - glossário glossario lexico

Doutrina de douto, tese de posição e teoria de...algo a ser provado?!
Não emitirei aqui senão minha opinião, sem pretensão; será apenas o exercício de minha conotação, não a mendacidade interesseira oficial ou a presunção de verdade absoluta do Direito, monarca absoluto. Aliás, o Direito é o espírito (ou a alma morta?) do Estado, o leviatã(leviatã!).
Outrossim, não trilharei feito a grei depois que deixa medrosa o aprisco os  passos dos pastores de homens, intitulados e constituídos pelo Direito e Estado não importando se são o que se lhes atribui ou não, pois a voz e a verdade do Direito, do Estado e de tudo o que fede a oficial é falso, falsificação de hábeis falsários  protegidos e prestigiados por lei, o direito positivo, ou seja, posto à força pela  forças armadas formadas por erudito estúpidos e venais. Rirei, sem trilhar os dentes, e gargalharei da ingenuidade dos etimologistas e da castidade dos gramáticos castiços. Cândida gente!
Nem me preocuparei com a opinião, que se jacta científica, dos doutores, mestres e outros governantes do mundo simbólico, comandados pelos donos do mundo real, do mercado financeiro e econômico. Falarei ou falharei do que depreendi e aprendi como ser humano, não como filósofo, pretenso erudito o mestre-escola. Falarei e falharei livre dos truões, falastrões, charlatães legalizados e intitulados, galardoados.
Já nascemos com um mundo pronto, aberto à nossa inteligência e ao mesmo tempo, paradoxalmente(douto, doutamente significa a palavra paradoxo, assim como dogma, segundo afiançam alguns "doutos" ou eruditos senhores pais da cultura e da civilização) fechado a nós, nossas opiniões e contribuições. Ganhamos de graça um mundo culto e fechado e, outrossim, aberto ao paradoxo que é o conhecimento e a possibilidade e impossibilidade do conhecimento, cujo acesso restrito e acesso negado.A gramática já vem pronta, a linguística, semiótica, filosofia idem; logo, entramos num universo cultural aberto e fechado a um só tempo, onde pouco ou nada podemos contribuir em vida, se muito depois de um longo trabelho e reconhecimento "post mortem"
O que é douto?Acham os "doutos" etimologistas que esta palavra vem de "dok", de uma língua indo-européia. No latim é "doctus" que significa " aquele que ensina", "instruído", " aquele que aprendeu", "doccere", 'mostrar, ensinar". É grau ou título acadêmico também, mas aí já tem política!, não passa de um título conferido assim como uma comenda, conquanto as pessoas as quais receberam o título fizeram por merecer, têm, óbvio, muito mérito e merecem o maior respeito. Lutaram e venceram; portanto, são dignos de veneração pelo desforço e inteligência desprendida, além de terem passado um calvário para conquistá-lo.
Suas raízes vem de línguas indo-européias "dok-", ao que consta. A raiz da palavra é "dok", que remonta ao latim "docere" ( de docente, ensinar, instruir). Da raiz indo-europeia vem o vocábulo grego "dokein" cujas palavras derivadas são: dogma, paradoxo, didática, ortodoxia e outras a mesma família linguística.
Todavia essas frioleiras banais nada ou  pouco dizem da realidade da palavra em sintaxe, que é uma de suas formas de relação e das relações várias dos vocábulos com pensamentos e palavras, conceitos, enfim, uma gama de interações e intercâmbios que escapam a uma análise e visão limitada dos gramáticos, etimologistas, linguistas e outros. As palavras-vozes pensam com o pensamento do ser, ou seja, do tempo real e espaço real,  que não é histórico, não são entidades históricas, mas historiadas, passível de história, estratificadas na arqueologia do irreal ou ficcional.
Na realidade, o douto é o que cria uma doutrina; doutrina não é o que se prova, mas o que faz parte atuante da vida no ser do homem. É a manifestação magna do ser humano a doutrina, a voz conceptual do douto, daquele indivíduo humano  que conhece e sabe da vida,  da existência e do pensamento concatenados. A doutrina, sendo parte da vida, da existência, do ser,  do homem, do ser do homem ou no homem, prescinde de prova, pois está junto ao tempo real e não ao tempo contextual que demuda e demuda o que hoje é prova em não provado amanhã. A prova sempre será reprovada, desaprovada, confirmará e desabonará a teoria. Hoje ela é crença geral e amanhã descrença, porque  está em contexto e não fora dele como sói ocorrer com o ser, que difere do ente, o fenomênico ente, que vigora no tempo ficcional : pretérito e futuro, não-ser e vir-a-ser :idealidades.
A doutrina de Jesus Cristo é válida e imutável até hoje e o será  sempre, pois está em tempo real, vital, e não em ficção; já não se pode dizer o mesmo da teoria de Newton, Einstein, Darwin...meras teorias! apartadas da vida, vinculadas apenas ao intelecto,
à razão fria e deletéria no mais das vezes.
De mais a mais, as palavras não se ligam eternamente à etimologia, a consonar com o  sonho e sono dos etimólogos, mas ganham corpo e carne do tempo, conceitos temporais mudam suas acepções e não dizem jamais o que diziam quando era viva a cultura que a plasmou naquele momento do ser, no momento do ser, ou seja, em tempo real cobrindo com matéria homens reais, não ficcionais, figuras geométricas de romance ou de história, mito ou lenda, o que dá no mesmo para o ser e o tempo de ser, sempre real, natural, "in natura", doçura! Não há ser fora do âmbito do tempo, mas ficção de ser na história, nos fatos... : o ser está no ato, passo a passo.
Douto ou PhD, "Philosophus Doctor", doutor em filosofia, que tem uma doutrina em filosofia,  é aquele cuja tese é uma doutrina, ou seja, um ensinamento originário, lógico, concatenado coerente, erudito, coordenado em sistema, com perspectiva filosofante, ou seja, uma filosofia à maneira grega, no pensamento ocidental. É um por o ser no mundo, uma posição ("o ser é apenas uma posição", coloca laconicamente Kant ), uma ontologia, quer dizer, a doutrina tem como objeto uma ontologia, o ser dado no tempo presente, tempo atuante, real, natural, dado através da manifestação do ente ou fenômeno, mas que não se confunde com o fenômeno : o ente. Heidegger põe algo similar em sua doutrina.
Quando se estuda ou se toma por objeto o ente ( fenômeno) tem-se uma teoria e, portanto, é imprescindível a prova que, não obstante, é sempre contextual e mutável. Neste estudo acha-se o erudito, o cientista, mas não o filósofo, que este se debruça sobre o ser. O estudo do objeto faz o filósofo ou o erudito. A erudição provem da filosofia ou da ciência e se distingue no objeto que é ontológico ou fenomênico.
Essa ontologia pode propor o objeto na geologia, na arqueologia, no direito, na medicina, que só dão doutos quando em estudo do ser enquanto  objeto primeiro e, quiçá,  último : Princípios, meios e fins.
Do exposto se depreende que não há doutor em direito, medicina, paleontologia, mas sim em ontologia, ou seja, em filosofia, que é encetada por uma doutrina original do filósofo que vislumbra um mundo a pensar.
Não discuto os orientais, cuja cultura e civilização é de outra cepa, conquanto a língua que sustem ambas as culturas é um idioma indo-europeu, o sânscrito, mas a orientação e o pensar é diverso, embora tende a convergir nas palavras; todavia não nas concepções do universo conhecido, concebido e sentido pelos sentidos empíricos e pela intuição conotativa e denotativa, que chamaremos de sentidos não químicos, nem físicos, mas mentais, por assim dizer. 

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

CALEÇA(CALEÇA!) - dicionário dicionario etimo



Após a posse dela
A pose dela
Com guedelha de estrela
A coma negra da Berenice
A contrastar com a vela
Da vela de branco alvar
Do veleiro de muito uivar
Em negro mar
Ululante no lobo
Lupino na alcateia
Vegetal no lúpulo
Procedimentar
No processo da procela
Que encapela o mar
De Omã...
Ó mar!
Oh! Mar!
De Omã
E de Sargaços!

Depois dela
Meu mundo mudou
mundano
Para um pó amarelo
Empós as alvoradas
Que somente foram alvas
Para as malvas
Dela alumiar
A lua
Que luta louca
Com vaga-lume
Em flor amarela
na lanterna
luzerna
flora amarela
Plantada em barras
Ou em levas
Que levas
Ao levante
Pós-Violeta
Letal
Que em Farol
De Alexandria
Amarelecia
Na pia
Noite
De escolhos
Sem escolha
Colho.

Empós a bela
mariposa amarela
De alelos genes
Sem leme
Ou manche
Que brigue à bolina
na Mancha
do manchego
A aspirar
A ser
em presença de tempo
galopante
grimpante
em andante
Cavaleiro
Andante.
Avante!

Pós-ela
O  cosmos demudou
Em cosmético
Mirante e  em mutação
na blusa amarela
que ela vestira
como se fora
bula papal
para minha leitura
exegética em amarelo  floral
exibida em terra e água
plantado  êxul
êxule  em geoglifo
petroglifada
hieroglifada
transcrita
em regra prescrita
ínsita nas águas santas
do São Francisco
rio à montante
indo
E à jusante
rindo
do que rio
a fio d’água
E espio
A espiã
Que me ama
Com mama
E teta
Sem treta.
Êta!

Dos  olhos dela
Em minha lapela
Capela radiante
Ficou da catedral.

Sob o sol
nos olhos dela
a cosmologia veio me transladar
em teogonia
e a demudar a cor
do meu latim
tinto
Tinte
Vinte
Vezes
- com acinte,
Às vezes...
Outras vezes
Não!
- Senão vinte  vezes
Mais
Por vez
Na conta
Que se fez
Multiplica—vos
E crescer,
Florescer,
fenecer...

Sim ela
Senhora
Semblante
No céu
É senha
Para  cometa
Que colidiu
Coligiu
Corrigiu
 minha rota
 rota
 roto sapato
De tanto
Andar torto
Par tonto
Por tanto
Que eu cometa
loucura
sem par
Sem pá
Sem pé
Nem cabeça
Sem Pi radiano
Nem caleça(caleça!)
nem pó
- sem pó
Estando
extante
Sob sol
De deserto
De desertor
Do amor
extenso
de mar a mar
a amar o mar
de Omã
e abrasar
o golfo
de Omã
em golfadas
lufadas...
ó mãe!...
- de Omã!...

Sem ti
O t
Fica sem ter
Ser
No tempo
Aberto à perspectiva
Filosofante
De Dante
Em guarda no guante.
( Viandante
Dante
à sombra
Sonora
De Nietzsche
Sombrio
Sobranceiro...).
calecheab
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